Transparência interna – Gestão e Governança no Equale

A partir de janeiro de 2018, o Instituto Equale começa a investir na melhoria da transparência, gestão e governança internas. Com base no estudo dos materiais oferecidos pelo GIFE, e inspirados na expressão “é fácil ser pedra, difícil é ser vidraça”, nos organizamos para melhorar a oferta de informações ao público.

Mesmo como organização não governamental, o Instituto Equale é capaz de intervir no debate público. Faz isso não só por analisar assuntos de governo, como também por pleitear recursos e doações. Nesse sentido, pode-se afirmar que é uma instituição de interesse público. Classificada dessa forma, é conveniente que os agentes fornecedores de recursos e também aqueles que recebem serviços do Equale saibam quem são as pessoas que o compõe e como a instituição é gerida.

Buscar a melhoria da transparência, gestão e governança da ONG não significa eliminar conexões, pessoas públicas ou os interesses das pessoas envolvidas no projeto. Isso seria impossível. Ao contrário, significa expor com clareza e honestidade quem são as pessoas que compõem o quadro social do Instituto, o que ganham pelo trabalho que fazem e quais são seus interesses e motivações na organização. Significa também oferecer mecanismos de controle que a missão da organização nunca seja deixada de lado por causa dos interesses pessoais de seus fundadores, conselheiros ou funcionários.

Mas, ser transparente não é tão fácil quanto parece, pois significa oferecer a informação que o outro quer saber, de forma organizada, clara e acessível. Significa reformar o portal da ONG, elaborar relatórios e criar canais de ouvidoria. Para avaliar o sucesso desse processo, utilizamos os indicadores GIFE de governança e gestão, disponibilizados no site https://gife.org.br/indicadores-gife-de-governanca/

Devemos admitir: começamos em um ponto ruim. Não dispúnhamos de conselho deliberativo ou fiscal, não havia pluralidade de perfis na equipe, definições de eleições, reuniões periódicas, código de conduta e ética, planejamento estratégico, canais de denúncia… nada! Mas tudo bem, tínhamos apenas três meses de existência quando começamos. E como recém-nascidos, temos uma boa referência sobre como construir nossas estruturas.

Nosso primeiro trabalho foi construir um conselho independente, forte, diverso, atuante. Buscamos pessoas de diversas formações, que não possuem qualquer vínculo de dependência com relação aos fundadores e diretores. Um conselho com forte presença feminina e que se reunisse periodicamente. Um conselho nem muito pequeno, nem muito grande, seguindo as recomendações de 5 a 11 pessoas. Com boas políticas de continuidade, sendo os conselheiros trocados metade de cada vez. O resultado desse trabalho é o conselho atualmente divulgado em nossa página:

Conselheiros

Trabalhamos também em mostrar ao público quem somos. Disponibilizamos nossos currículos publicamente, sem ocultar qualquer experiência ou vínculo. Afirmamos com transparência vínculos empresariais, visões políticas, fontes de renda. Acima de tudo, esperamos que todos possam saber exatamente de onde viemos e quem somos. Tais informações foram postas em nosso portfólio de serviços e também em nosso site:

Fundadores

Revisamos nossa missão e nossos valores. Publicamos para que todos saibam o que pretendemos, e se possam avaliar se nossas atividades estão condizentes com os objetivos que apresentamos ao público. Elaboramos um planejamento estratégico claro e um Código de Ética, que serão apresentados na primeira reunião de nosso conselho para apreciação.

Falando em reunião, tiramos do Executivo Principal, eu, que vos falo, o direito de participar com voto no Conselho Deliberativo ou Fiscal, asseguramos que não tenha as mesmas funções do conselho e exigimos que preste contas aos conselhos, no mínimo, semestralmente. Retiramos do executivo principal qualquer possibilidade de determinar sua própria remuneração.

Tudo isso, buscamos divulgar de maneira ampla e irrestrita em nosso site. Publicamos em nossos relatórios de atividades o que estava planejado, o que fizemos e o que não fizemos. Sem medo, não pensamos duas vezes em marcar um “X” vermelho em cada tarefa que não fomos capazes de concluir, lado a lado com aquilo que alcançamos de melhor. O objetivo: evitar discursos vazios, ações de impacto que não afetam ninguém ou uma falsa visão de eficiência que não condiz com o que realmente somos capazes de fazer. Por fim, publicamos com sinceridade os relatórios de autoavaliação da plataforma GIFE, mostrando mês a mês o que conseguimos melhorar em nossa gestão, e o que ainda estamos buscando.

Transparência

Convidamos você a nos dizer o que pensa! Convidamos você a apontar quais informações gostaria de receber! Convidamos você é a ler, acompanhar e participar!

 

Lucas Madsen

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